Guedes deve anunciar nesta quinta a revisão do PIB de 2022 para cerca de 2%

Anúncio será feito com a aprovação pelo Congresso da PEC que amplia benefícios sociais; essas medidas vão injetar R$ 41,2 bilhões até o final do ano na economia, dinheiro que vai diretamente para o consumo das famílias

O Estado de S.Paulo – 13 de julho de 2022 | 15h25 -Adriana Fernandes – Foto: Adriano Machado/ Reuters

BRASÍLIA – Na esteira das medidas de estímulo à economia com aumento de gastos e corte de tributos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai anunciar nesta quinta-feira, 14, uma elevação da previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 de 1,5% para cerca de 2%.

O anúncio será feito com a aprovação pelo Congresso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia e aumenta os gastos do governo com benefícios sociais, entre eles, o Auxílio Brasil. Essas medidas vão injetar R$ 41,2 bilhões até o final do ano na economia, dinheiro que vai diretamente para o consumo das famílias.

O governo já tinha antecipado o 13º para os aposentados e pensionados do INSS e concedido um saque extraordinário de até R$ 1 mil para o trabalhador com conta no FGTS, além de reduzido tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A revisão do PIB pelo Ministério da Economia está em linha com outras instituições financeiras que também estão elevando as suas previsões de crescimento em 2022, mas reduzindo a estimativa para 2023. É o caso do BTG, que ontem subiu de 1,5% para 1,9% e para 2023 de 0,5% para 0,3%, por causa de uma política monetária mais restritiva ao longo do próximo ano e esperado desaquecimento da economia global.

Guedes fará nesta quinta abertura da coletiva virtual de imprensa que apresentará a grade de parâmetros macroeconômicos, que inclui estimativas do PIB e também da inflação feitas pela Secretaria de Política Econômica (SPE).

Na entrevista, o ministro da Economia vai buscar passar um panorama de que os gastos com a PEC serão transitórios e que não há descontrole das contas públicas. O mercado financeiro não vê dessa forma, porém, e coloca nos preços dos ativos o aumento do risco para as contas públicas.

 

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