Biden e Xi devem realizar reunião bilateral virtual ainda este ano

Folha de São Paulo – 17h046.out
Os EUA e a China chegaram a um acordo inicial para realizar uma reunião virtual entre os líderes das duas principais potências mundiais, algo que ocorreria ainda este ano, segundo um funcionário da gestão americana afirmou nesta quarta-feira (6).

O encontro é um passo diplomático relevante para os dois países, que travam uma espécie de Guerra Fria 2.0. O anúncio vem ainda após o assessor de segurança nacional americano, Jake Sullivan, reunir-se com o alto diplomata chinês Yang Jiechi, na Suíça, em mais uma tentativa de ampliar o diálogo entre as potências, apesar de episódios recentes de tensão.

“Continuamos a acreditar que um compromisso entre os líderes é uma parte importante de nosso esforço para gerenciar responsavelmente a competição com a China”, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. “Ainda estamos trabalhando em como deve ser [a reunião], quando e, claro, os detalhes finais.”

Os dois líderes retomaram contato em 9 de setembro, quando se falaram pelo telefone pela segunda vez desde que Biden tomou posse como presidente dos EUA —a primeira havia sido em fevereiro.

Nesta última ligação, os dois focaram o ambiente competitivo entre as duas potências globais. A Casa Branca afirmou em nota que os líderes discutiram a responsabilidade “em garantir que a competição não se desvie para um conflito”.

De sua parte, o democrata sublinhou ainda o interesse contínuo de Washington em “paz, estabilidade e prosperidade do Indo-Pacífico e no mundo”. Xi, por sua vez, destacou que a política americana em relação a Pequim impõe grandes dificuldades aos elos entre os países, mas disse que os dois lados se comprometeram em manter contato contínuo por diferentes meios.

Dentro desse esforço estão a visita à China nos últimos meses da secretária-assistente de Estado americana, Wendy Sherman, e do enviado americano para o Clima, John Kerry.

Por outro lado, Washington tem ampliado o cerco a Pequim. Um exemplo recente é o acordo de submarinos com a Austrália, do qual o Reino Unido também é parceiro. Já a China, nesta semana, fez a maior incursão de aviões militares contra defesas de Taiwan em sua história. (Reuters)

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